Petróleo dispara e se aproxima de US$ 115, com maior alta mensal desde 1990

O preço do petróleo avançou mais de 2% nesta segunda-feira (30) e passou a ser negociado próximo de US$ 115 por barril, caminhando para encerrar o mês com valorização de cerca de 59% a maior desde 1990. O movimento ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que aumenta o risco de interrupções no fornecimento global.

Nas primeiras horas do dia, o barril do tipo Brent chegou a US$ 116,50 e, por volta das 9h10, registrava alta de 2,07%, cotado a US$ 114,90. Já o WTI avançava 1,68%, sendo negociado a US$ 101,31.

Foto: Alexandre Brum/Petrobras

O cenário preocupa investidores e analistas, já que a manutenção de preços elevados da energia pode pressionar a inflação e desacelerar economias ao redor do mundo. Diante das incertezas, os mercados financeiros apresentaram desempenho misto.

Na Ásia, região mais dependente do petróleo do Golfo, as bolsas encerraram o dia em queda. O índice Nikkei recuou 2,8%. Na Europa, os mercados recuperaram parte das perdas e operavam em leve alta. Nos Estados Unidos, os contratos futuros indicavam uma abertura positiva após sessões consecutivas de queda.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã e afirmou que o país deve reabrir o Estreito de Ormuz, sob risco de ataques a instalações energéticas.

A região é estratégica para o abastecimento global, concentrando cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito transportados no mundo. A interrupção no fluxo já provoca impactos em diversos setores, com alta nos preços de combustíveis, gás, fertilizantes e matérias-primas industriais, elevando custos de produção e transporte, especialmente em países asiáticos.

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