A Bahia começou a distribuir a insulina glargina, novo medicamento que passa a integrar o tratamento de pacientes com diabetes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O estado recebeu do Ministério da Saúde um primeiro lote com 30.854 tubetes da medicação e 8.126 canetas reutilizáveis para aplicação.
A insulina glargina substituirá gradualmente a insulina NPH para públicos específicos. Nesta primeira etapa, o medicamento será destinado a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e a idosos com 70 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A substituição será realizada mediante avaliação da equipe de saúde responsável pelo acompanhamento do paciente.
De ação prolongada, a insulina glargina requer, na maioria dos casos, apenas uma aplicação diária. De acordo com o Ministério da Saúde, o medicamento oferece maior estabilidade no controle da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e pode contribuir para uma maior adesão ao tratamento.
Para ter acesso à nova insulina, os pacientes devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) munidos de receita médica. Além do medicamento, o SUS disponibilizará canetas reutilizáveis, com validade de até três anos, agulhas para aplicação e orientações sobre o uso correto e o armazenamento da insulina.
A distribuição faz parte de uma estratégia nacional do Ministério da Saúde para ampliar o acesso à nova terapia e será realizada de forma gradual em toda a rede pública de saúde do país.
