Kanye West é barrado no Reino Unido após série de controvérsias

O governo do Reino Unido decidiu impedir a entrada do rapper Kanye West no país, em meio a uma sequência de polêmicas envolvendo o artista. A informação foi confirmada pelo Home Office, órgão equivalente ao Ministério do Interior britânico, que revogou a autorização de viagem do músico, atualmente conhecido como Ye. As informações foram divulgadas pela BBC.

A decisão ocorre após a repercussão negativa em torno da participação de Kanye como atração principal do Wireless Festival, previsto para julho, em Londres. Segundo as autoridades, o artista solicitou nesta segunda-feira (7) a entrada no país por meio de uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA), mas o pedido foi negado sob a justificativa de que sua presença “não é favorável ao interesse público”.

Foto: Reprodução

Nos últimos anos, Kanye West tem sido alvo de críticas por declarações consideradas antissemitas, além de comentários de teor racista e elogios ao nazismo. Entre os episódios mais controversos estão falas em que demonstrou admiração por Adolf Hitler, o lançamento da música “Heil Hitler” e a divulgação de produtos com símbolos nazistas em seu site.

Diante da repercussão, o artista chegou a publicar um pedido de desculpas em um anúncio de página inteira no The Wall Street Journal, atribuindo parte de seu comportamento ao transtorno bipolar.

A pressão sobre sua apresentação no festival já vinha crescendo. A Pepsi encerrou no último domingo (5) o patrocínio ao evento, rompendo uma parceria de mais de uma década. Em seguida, a Diageo, dona de marcas como Johnnie Walker e Captain Morgan, também anunciou sua saída. Já o PayPal informou que sua marca não aparecerá em futuras ações promocionais do festival.

A contratação do rapper também foi criticada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que classificou como “profundamente preocupante” a escolha do artista, citando suas declarações anteriores.

De acordo com a Reuters, o Partido Conservador chegou a solicitar formalmente à ministra do Interior, Shabana Mahmood, que proibisse a entrada do cantor no país.

Em meio à crise, Kanye West afirmou estar disposto a dialogar com representantes da comunidade judaica no Reino Unido. Em comunicado, disse acompanhar as reações à sua participação no festival e reconheceu a necessidade de demonstrar mudanças concretas. “Sei que palavras não são suficientes. Preciso mostrar mudança por meio de ações”, declarou.

Até o momento, a organização do Wireless Festival não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do governo britânico.

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