A herança deixada por Silvio Santos no exterior está no centro de uma disputa judicial entre suas filhas e a viúva, Iris Abravanel. A revelação de que o fundador do SBT possuía uma fortuna significativa fora do país chamou a atenção da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP), que expressou “profunda estranheza” diante da situação.

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O patrimônio em questão, estimado em R$ 429 milhões e localizado nas Bahamas — conhecido paraíso fiscal —, está isento de tributação ou sujeito a taxas reduzidas, além de garantir sigilo sobre operações financeiras. Durante o processo de partilha, a família busca evitar o pagamento de um imposto no valor de R$ 17 milhões, mas conseguiu, temporariamente, suspender a cobrança.
Em manifestação oficial, a PGE-SP destacou que a escolha de manter grande parte do patrimônio fora do Brasil poderia interessar à Receita Federal, uma vez que a jurisdição das Bahamas oferece vantagens fiscais que podem levantar suspeitas sobre a origem ou a finalidade dos recursos.
De acordo com a defesa da família Abravanel, Silvio Santos possuía participação societária na empresa Daparris Corp. Ltda, localizada no arquipélago caribenho. A entidade serviu para a administração de seus ativos, prática comum entre grandes empresários que buscam proteção de patrimônio e benefícios fiscais oferecidos por países com legislações tributárias mais brandas.
A disputa em torno do espólio do apresentador traz à tona debates sobre planejamento sucessório, tributação de heranças e a legalidade de estruturas financeiras em paraísos fiscais, especialmente quando envolvem figuras públicas. Enquanto o caso tramita na Justiça, a batalha pela fortuna internacional de Silvio Santos pode ter implicações não apenas para a família, mas também para questões fiscais e jurídicas mais amplas no Brasil.
Com informações do iBahia.