Novo teto vale para contratos individuais e familiares e atinge 7,7 milhões de consumidores
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta sexta-feira (29) que os planos de saúde individuais e familiares poderão ter reajuste máximo de 5,11% em 2026. O índice é o menor autorizado pela agência desde 2021, quando houve redução nos valores devido aos impactos da pandemia da Covid-19.
A medida deve atingir cerca de 7,7 milhões de consumidores, o equivalente a aproximadamente 14,5% dos beneficiários de planos médicos no Brasil. O novo teto será aplicado aos contratos individuais e familiares firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados às regras da Lei dos Planos de Saúde.

Apesar do reajuste menor autorizado aos consumidores, os custos do setor continuam em alta. Dados divulgados pela própria ANS mostram que as despesas assistenciais por beneficiário cresceram 8,32% em 2025, na comparação com o ano anterior.
Segundo a agência, o aumento está relacionado ao encarecimento de serviços e equipamentos médicos, além da maior demanda por consultas, exames e tratamentos. A ANS também aponta que o envelhecimento da população e a inclusão de novos procedimentos obrigatórios na cobertura dos planos contribuem para elevar os custos das operadoras.
O percentual de 5,11% será válido apenas para planos individuais e familiares contratados diretamente pelos consumidores. A regra não se aplica aos planos coletivos empresariais nem aos contratos por adesão, cujos reajustes são definidos por negociação entre operadoras e empresas, sindicatos ou associações.
A cobrança do novo índice não será automática para todos os beneficiários. O reajuste poderá ser aplicado apenas no mês de aniversário de cada contrato. Nos casos de planos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá ocorrer em julho ou agosto, com possibilidade de retroação ao mês correspondente.