Petrobras anuncia reajuste na gasolina, mas subsídio federal reduz impacto nas bombas

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Apesar da alta, o impacto para o consumidor deve ser reduzido graças ao subsídio temporário concedido pelo governo federal.

De acordo com a estatal, será aplicado um desconto de R$ 0,44 por litro, fazendo com que o aumento efetivo fique em R$ 0,04 por litro.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A medida faz parte do programa criado pelo governo federal após decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última segunda-feira (25). O incentivo prevê um subsídio temporário de R$ 0,44 por litro da gasolina por um período de dois meses, com o objetivo de minimizar os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional.

O valor será repassado diretamente a produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Petrobras, a participação da estatal no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. A empresa destacou que o impacto nas bombas deve ser limitado devido à composição do combustível comercializado nos postos.

“Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas”, informou a estatal.

A possibilidade de reajuste já havia sido mencionada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no fim de abril. Na ocasião, ela afirmou que incentivos fiscais adotados pelo governo permitiriam ajustes sem grande impacto para o consumidor final.

“Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado. [O projeto] abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor”, declarou Chambriard.

A pressão sobre os combustíveis ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito afetou a circulação no Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por mais de 20% do comércio global da commodity.

Desde o início da escalada do conflito, em 28 de fevereiro, o barril do petróleo Brent subiu de US$ 72,48 para US$ 94,29, acumulando valorização de aproximadamente 30%.

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