Irã condiciona cessar-fogo à suspensão de bloqueio naval dos EUA

O governo iraniano afirmou nesta quarta-feira (22) que poderá abandonar o cessar-fogo no Oriente Médio e suspender as negociações caso os Estados Unidos não encerrem o bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz.

A posição foi apresentada pelo principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Em publicação nas redes sociais, ele declarou que um cessar-fogo só teria validade se não fosse “violado” pela restrição imposta pelos EUA aos portos iranianos.

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O bloqueio foi anunciado há cerca de dez dias pelo governo do então presidente Donald Trump, que determinou o envio de navios de guerra para impedir a passagem de embarcações com vínculos com o Irã na região. A medida foi apresentada como resposta à resistência iraniana em restabelecer o fluxo marítimo no estreito. Mesmo após indicar um acordo de cessar-fogo na semana passada, Washington afirmou que manteria a restrição até o fim completo das hostilidades.

Desde o início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, há quase dois meses, o tráfego no Estreito de Ormuz foi drasticamente reduzido. A via marítima, que conecta os golfos Pérsico e de Omã, é considerada estratégica para o comércio internacional de petróleo.

O Irã chegou a permitir a passagem de algumas embarcações mediante pagamento, mas sustenta que o estreito permanece fechado para navios norte-americanos e israelenses, classificando a restrição como permanente.

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