Petróleo despenca mais de 10% após sinal de trégua entre EUA e Irã e anima mercados globais

Os preços do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira (23), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de possíveis ataques contra instalações de energia do Irã. A decisão veio na esteira de conversas classificadas pelo próprio líder norte-americano como “muito boas e produtivas”, indicando uma possível redução das tensões no Oriente Médio.

No mercado internacional, os contratos do petróleo Brent e West Texas Intermediate chegaram a acumular perdas superiores a 14% ao longo do dia. Ao final das negociações, os preços foram cotados em aproximadamente 96 dólares e 84,37 dólares por barril, respectivamente.

Foto: WILLIAM WEST / AFP

O movimento também repercutiu nos mercados financeiros globais. As principais bolsas europeias, que iniciaram o dia em queda e chegaram a recuar mais de 2% durante a manhã, inverteram a tendência e passaram a operar em alta por volta das 11h30 GMT (08h30 em Brasília), impulsionadas pelo alívio no cenário geopolítico.

Suspensão de ataques

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que determinou a suspensão das ações militares que vinham sendo cogitadas contra a infraestrutura energética iraniana. Segundo ele, a decisão levou em consideração o “teor e o tom” das conversas recentes entre os dois países.

“Os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, escreveu o presidente.

Trump também indicou que as negociações devem avançar ao longo da semana. De acordo com ele, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos foi orientado a adiar qualquer ação militar contra usinas e outras estruturas energéticas iranianas por um período inicial de cinco dias. A continuidade ou cancelamento definitivo dos ataques dependerá do andamento das reuniões.

A sinalização de diálogo entre Washington e Teerã foi bem recebida pelos investidores, que vinham demonstrando cautela diante da possibilidade de escalada no conflito na região.

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