PM da reserva é preso em ação contra quadrilha que furtava carros de locadoras na Bahia

Um policial militar da reserva foi preso na manhã desta quinta-feira (5) durante uma operação que investiga um grupo criminoso especializado no furto de veículos pertencentes a locadoras. A prisão ocorreu no bairro de Cajazeiras, em Salvador, segundo informações divulgadas pela TV Bahia.

De acordo com as investigações, a quadrilha atuava de forma organizada e utilizava um esquema que incluía clonagem de placas, adulteração de chassis e instalação clandestina de rastreadores nos automóveis. Os veículos eram alugados normalmente em locadoras, mas posteriormente eram recuperados de forma ilegal pelos criminosos e inseridos no mercado clandestino após alterações nos sinais identificadores.

Ao todo, nove pessoas foram presas e 26 mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a ofensiva policial. Entre os detidos está o homem apontado como líder da organização, localizado no bairro de Itapuã, em Salvador. Segundo a apuração, ele seria responsável por planejar as ações do grupo e recrutar pessoas encarregadas de realizar a locação dos veículos que seriam posteriormente furtados.

As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes cidades, o que evidencia o alcance interestadual da organização criminosa. Na Bahia, houve ações em Salvador, Feira de Santana e Dias d’Ávila. Também foram executados mandados em Aracaju, no estado de Sergipe, e em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Do total de presos, sete foram localizados em Salvador, um na capital sergipana e outro na cidade catarinense.

As investigações tiveram início após autoridades identificarem um padrão recorrente no desaparecimento de veículos alugados por empresas do setor. A repetição dos casos levantou suspeitas e levou ao aprofundamento das diligências, que apontaram a existência de uma estrutura criminosa com funções bem definidas e voltada à prática reiterada de furtos qualificados.

Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava em várias etapas. Inicialmente, integrantes do grupo alugavam os veículos de maneira regular. Durante esse período, faziam cópias ilegais das chaves e instalavam dispositivos de rastreamento sem o conhecimento das locadoras. Após devolverem formalmente os carros, aguardavam que eles fossem alugados novamente para clientes que não tinham ligação com a quadrilha. Em seguida, utilizavam os rastreadores e as chaves clonadas para recuperar os automóveis de forma clandestina.

Depois de subtraídos, os veículos passavam por adulteração de sinais identificadores, falsificação de documentos e troca de placas. Com essas alterações, os carros eram revendidos principalmente em cidades do interior da Bahia e também em outros estados.

A operação que resultou nas prisões foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e recebeu o nome de Operação Chave Mestra.

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