O Ibovespa avançou 2,49% nesta terça-feira (27), alcançando 183.163 pontos por volta das 13h50, o maior patamar intradiário da história do índice. No mesmo horário, o dólar recuava 1,18%, cotado a R$ 5,2176, nível semelhante ao registrado em maio de 2024.

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O movimento reflete a combinação de fatores internos e externos que estão no radar dos investidores.
Inflação e juros no Brasil
O IBGE divulgou a prévia da inflação de janeiro (IPCA-15), que registrou alta de 0,20%, abaixo das projeções. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%. Os maiores aumentos vieram de saúde e cuidados pessoais, além de comunicação. Já os preços de transportes caíram, influenciados pela redução nas passagens aéreas e medidas de tarifa zero em algumas cidades.
O resultado foi divulgado em paralelo ao início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve anunciar nesta quarta-feira (28) a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. O mercado, no entanto, projeta cortes ainda no primeiro trimestre, com expectativa de que a taxa encerre 2026 em 12,25% ao ano, segundo o Boletim Focus.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve iniciou reunião para definir os rumos da política monetária. A expectativa é de manutenção dos juros entre 3,5% e 3,75%, em meio a cautela sobre quem será indicado pelo presidente Donald Trump para assumir o comando do banco central após Jerome Powell.
O risco de paralisação do governo americano por impasse no Congresso sobre o orçamento também preocupa os mercados.
Na Europa e Ásia, os investidores repercutem o acordo comercial firmado entre a União Europeia e a Índia, que cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 2 bilhões de pessoas. O pacto prevê cortes expressivos de tarifas em setores como automóveis, vinhos e alimentos industrializados.
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices operavam mistos: o Dow Jones caía 0,53%, enquanto o S&P 500 subia 0,23% e o Nasdaq avançava 0,61%.
Na Ásia, os mercados fecharam em alta, impulsionados por resultados positivos de empresas chinesas e pelo bom desempenho recente das bolsas americanas. O Hang Seng de Hong Kong subiu 1,35%, o Nikkei de Tóquio avançou 0,85% e o Kospi da Coreia do Sul registrou forte alta de 2,73%.
Acumulados
- Dólar: queda de 0,13% na semana; -3,81% no mês e no ano.
- Ibovespa: alta de 8,53% na semana; +11,01% no mês e no ano.
O desempenho reflete um ambiente de otimismo moderado, mas ainda marcado por incertezas sobre os rumos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
Com informações do G1.