Otan e Dinamarca negam cessão de soberania da Groenlândia a Trump

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o governo da Dinamarca negaram nesta quinta-feira (22) que tenham oferecido parte da soberania da Groenlândia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A negativa veio após o republicano afirmar, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, que havia estabelecido com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, a estrutura inicial de um acordo sobre o território.

Foto: REUTERS.

Segundo Rutte, o entendimento discutido não envolve cessão de soberania, mas apenas maior intervenção da Otan no Ártico em casos de ameaças à segurança. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, também reforçou que “não houve negociação com a Otan sobre soberania”. A porta-voz da organização, Allison Hart, reiterou que o tema não foi tratado na reunião com Trump.

Apesar disso, autoridades ouvidas pelo jornal The New York Times afirmaram que a possibilidade de conceder pequenas áreas da ilha aos EUA foi debatida, o que permitiria a instalação de bases militares americanas na região. Rutte, por sua vez, declarou que a conversa com Trump se concentrou em impedir o acesso militar e econômico de Rússia e China à Groenlândia.

Após o encontro, Trump desistiu de impor tarifas de 10% contra países europeus que se opuseram aos interesses americanos na Groenlândia. A medida estava prevista para entrar em vigor em 1º de fevereiro e atingiria Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.

O presidente também mencionou negociações em andamento sobre o chamado “Domo de Ouro”, uma estrutura militar planejada pelos EUA para interceptar mísseis, sem dar detalhes. Em discurso em Davos, Trump voltou a defender a aquisição da Groenlândia, chamou a Dinamarca de “ingrata” e afirmou que a Europa “não está indo na direção correta”.

O governo dinamarquês reiterou que não há negociações em curso para a venda do território e destacou que qualquer diálogo sobre segurança no Ártico deve respeitar a integridade territorial da Dinamarca.

Com informações do G1.

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