O ginecologista Ricardo Pereira, condenado em 2024 por estuprar uma paciente de 22 anos durante uma consulta em Vila Velha, Espírito Santo, foi afastado das atividades no Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, sul da Bahia. A decisão foi tomada após a repercussão da sentença judicial no outro estado.

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Segundo a condenação, o crime ocorreu dentro da unidade hospitalar, enquanto a jovem estava em situação de vulnerabilidade. Pereira recebeu pena de oito anos de prisão em regime fechado, mas responde em liberdade enquanto aguarda o julgamento de recursos. Ele nega as acusações.
Esta é a segunda vez que o médico é afastado de funções após a condenação. O primeiro afastamento ocorreu em um hospital no Espírito Santo.
Em nota, a Santa Casa de Itabuna informou que exige atestado de regularidade do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) para contratar profissionais e que, até então, não havia restrições que impedissem o exercício da medicina pelo ginecologista. Após tomar conhecimento da condenação, a instituição decidiu pelo afastamento imediato.
O caso segue em tramitação judicial e continua a gerar repercussão, levantando debates sobre mecanismos de fiscalização e proteção de pacientes em ambientes hospitalares.
Correio da Bahia.