Trump anuncia suspensão da imigração de países que chama de “terceiro mundo”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que pretende interromper de forma permanente a entrada de imigrantes vindos de países que ele classifica como “terceiro mundo”. A declaração foi feita em uma rede social, horas após o feriado de Ação de Graças, e reacendeu o debate sobre a política migratória de seu governo.

Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

Trump não especificou quais nações se enquadrariam nessa categoria, mas disse que a medida seria necessária para “permitir que o sistema dos EUA se recupere totalmente”. O presidente também prometeu acabar com benefícios e subsídios destinados a não cidadãos, além de desnaturalizar imigrantes que, segundo ele, representem risco à segurança ou sejam “incompatíveis com a Civilização Ocidental”.

Em suas mensagens, o republicano associou a chegada de estrangeiros à criminalidade, à sobrecarga dos serviços públicos e à deterioração urbana. Ele defendeu ainda uma política de “migração reversa”, que consistiria em deportar imigrantes considerados um “encargo público”.

A declaração ocorre em meio a um contexto de tensão. Dois soldados da Guarda Nacional foram baleados perto da Casa Branca na quarta-feira (26), e um deles morreu. O suspeito, Rahmanullah Lakanwal, é um afegão de 29 anos que entrou nos EUA em 2021 com visto especial concedido a cidadãos que colaboraram com o governo americano durante a guerra no Afeganistão. Após o ataque, Trump já havia suspendido solicitações de imigração de afegãos e ordenado a revisão de Green Cards concedidos a estrangeiros de 19 países, entre eles Afeganistão, Haiti, Irã, Líbia, Venezuela e Cuba.

As medidas reforçam a linha dura adotada pelo presidente em relação à imigração e ampliam a pressão sobre comunidades estrangeiras que vivem nos Estados Unidos. O anúncio, feito de forma inesperada na madrugada, provocou reação imediata de parlamentares democratas e organizações de direitos humanos, que acusam o governo de criminalizar imigrantes e de usar episódios isolados de violência para justificar políticas restritivas.

O tema deve ganhar ainda mais destaque nos próximos meses, já que Trump sinaliza que a questão migratória será um dos pilares de sua agenda política em 2026.

Com informações do G1.

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