Presidente americano citou custos das operações e sua relação com o líder norte-coreano Kim Jong-un; decisão foi anunciada às vésperas de treinamento conjunto
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou ao Pentágono uma redução expressiva dos exercícios militares realizados em conjunto com a Coreia do Sul. A decisão foi divulgada no domingo (16), em uma publicação feita por Trump nas redes sociais. Na mesma manifestação, o presidente americano também criticou a posição de Seul sobre o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O anúncio ocorreu pouco antes do início do Ulchi Freedom Shield, treinamento militar anual previsto entre os dias 17 e 27 de agosto, com a participação de cerca de 18 mil militares sul-coreanos. Segundo informações das Forças Armadas, os exercícios deste ano foram planejados para preparar as tropas para possíveis ameaças, incluindo ataques com drones, interferências no sistema de GPS e ações de guerra cibernética.
Trump afirmou que não estava satisfeito com a realização dos exercícios e reconheceu que um cancelamento completo não seria mais possível. Como justificativa para a redução, citou os custos das operações e sua relação com Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte. Segundo o presidente americano, as manobras são caras e transmitem uma mensagem hostil a Pyongyang.
A Coreia do Norte costuma condenar os exercícios militares conjuntos realizados por Washington e Seul, alegando que as atividades fazem parte de preparativos para uma eventual invasão. Na quarta-feira (12), autoridades militares da Coreia do Sul e do Japão informaram que Pyongyang havia lançado um míssil balístico em direção ao Mar do Japão. Um episódio semelhante havia sido registrado em 6 de agosto.
Participação na guerra da Ucrânia
Autoridades militares dos Estados Unidos afirmam que soldados norte-coreanos enviados para apoiar a Rússia na guerra da Ucrânia adquiriram experiência em operações com drones, guerra eletrônica e atividades cibernéticas.
Na semana passada, o governo ucraniano informou que mísseis norte-coreanos foram utilizados pelas forças russas em um ataque contra uma siderúrgica em Zaporizhzhia. O episódio deixou sete trabalhadores mortos e provocou a interrupção da produção da unidade.
