A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), uma megaoperação de combate ao crime organizado em 16 estados brasileiros. A ofensiva tem como alvo facções criminosas investigadas por envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e outros crimes.
A ação mobiliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) e prevê o cumprimento de 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão.
Os mandados estão sendo executados nos estados do Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.

Entre as principais ofensivas está a operação “Trapiche”, realizada na Paraíba e em Minas Gerais, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais. Ao todo, são cumpridos 20 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão.
Em Minas Gerais, as operações “Paper Stone” e “Rota Andina” apuram um esquema de tráfico interestadual e internacional de drogas. De acordo com a PF, o grupo utilizava logística aérea sofisticada, empresas de fachada e terceiros para ocultar patrimônio e movimentar recursos ilícitos. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 98 milhões em bens.
No Rio Grande do Sul, a operação “Cerco Integrado” cumpre mandados relacionados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Já no Paraná, a operação “Blue Sky II” mira integrantes de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de entorpecentes.
No Espírito Santo, a operação “Alçapão” investiga a estrutura logística de armamentos de uma facção criminosa e cumpre mandados em imóveis usados para armazenamento de armas, munições e explosivos.
As ações ocorrem no mesmo dia em que o governo federal lança o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo informações divulgadas pelo g1, o programa prevê cerca de R$ 11 bilhões para ações de segurança pública, sendo R$ 1 bilhão oriundo do Orçamento de 2026 e outros R$ 10 bilhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aos estados.