Três pessoas investigadas por suposta participação em uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e homicídios foram presas nesta quarta-feira (10), em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. A ação foi realizada pela Polícia Civil durante a Operação Magnum, desdobramento de investigações iniciadas após um homicídio registrado em fevereiro deste ano.
Entre os detidos estão o servidor público Cassiano Dias Brito, de 29 anos, a jornalista Verônica Silva Cardoso Gama, de 38, e Rafael Nunes Di Lauro Dias, de 23. Os três foram alvo de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil, as investigações sobre o assassinato levaram à descoberta de um esquema de comercialização de drogas por delivery. As apurações apontam que o homicídio teria sido motivado por uma disputa entre grupos criminosos rivais.
A partir da análise do caso, os investigadores passaram a apurar a atuação de integrantes da organização à qual a vítima estaria vinculada. Durante o trabalho investigativo, surgiram indícios da participação dos três suspeitos em atividades relacionadas ao grupo criminoso.
Durante o cumprimento dos mandados, uma quarta pessoa também foi presa em flagrante por tráfico de drogas. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.
Todos os presos foram encaminhados para a 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Teixeira de Freitas, onde permanecem à disposição da Justiça.

Defesas se pronunciam
De acordo com a Prefeitura de Teixeira de Freitas, Cassiano Dias Brito atuava na Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O advogado dele, Yuri Gustavo de Miranda Souza, afirmou ter recebido com surpresa a inclusão do nome do servidor na operação. Segundo a defesa, Cassiano não foi ouvido durante a investigação e os autos do processo ainda não foram disponibilizados.
Já Verônica Gama trabalha com marketing digital e administra uma página de notícias locais nas redes sociais. O advogado da jornalista, André da Silva Fernandes, informou que a defesa busca entender os motivos que levaram à decretação da prisão temporária.
“Estamos buscando compreender a situação que motivou a prisão temporária da cliente e a melhor forma de demonstrar sua inocência, tendo em vista que ela apenas é usuária de drogas e não possui participação no crime que ensejou a medida judicial”, declarou.
As defesas de Rafael Nunes Di Lauro Dias e de Cassiano Dias Brito informaram apenas que ambos já prestaram depoimento à Polícia Civil.