Relógios de luxo, joias e dinheiro em várias moedas são encontrados pela PF em escritório de Daniel Vorcaro

Material apreendido durante operação pode ajudar investigadores a esclarecer movimentações financeiras relacionadas ao caso Master

A Polícia Federal (PF) encontrou relógios de luxo, joias, dinheiro em diferentes moedas, documentos e computadores durante uma operação no escritório de Daniel Bueno Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Os materiais foram registrados em um relatório da investigação sobre o caso e, segundo a CNN, também foram localizadas anotações que podem ajudar a esclarecer negócios ligados ao grupo.

Foto: Reprodução/PF

O escritório fica no 13º andar de um edifício. De acordo com a PF, a entrada dos agentes foi inicialmente dificultada por seguranças, que alegaram não haver autorização facial para liberar o acesso. Os policiais informaram que usariam a força caso fossem novamente impedidos de entrar. Na sequência, conseguiram acessar o local acompanhados por funcionários do prédio, que atuaram como testemunhas.

Relógio Cartier, joias e dinheiro em espécie

Em uma gaveta da mesa de Vorcaro, os agentes encontraram um relógio da marca Cartier. Também foram apreendidas caixas e estojos contendo pulseiras, anéis e correntes, além de certificados de autenticidade das joias.

No 7º andar do edifício, apontado pela PF como uma área de tesouraria, foram localizados dois cofres. Em um deles havia documentos relacionados a movimentações financeiras. O outro guardava dinheiro em espécie, incluindo reais, dólares e euros.

Foto: Reprodução

Anotações citam empresas nas Ilhas Cayman

Outro item chamou a atenção dos investigadores: uma lousa contendo um organograma feito à mão. O desenho apresentava o nome “Titan Cayman”, apontado pela PF como uma possível estrutura empresarial nas Ilhas Cayman, com ligação à “Master Holding”.

Os agentes também recolheram contratos relacionados a negociações de bens e imóveis, além de computadores protegidos por senha.

PF identifica conversas com servidor do Banco Central

A investigação também identificou mensagens trocadas entre Vorcaro e Belline Santana, ex-chefe de supervisão do Banco Central (BC).

Em uma das conversas, o banqueiro escreveu “vamos vencer essa guerra”, enquanto Santana respondeu: “Sempre!!! Com certeza”. Segundo a PF, o servidor teria recebido até R$ 760 mil por mês e, em diferentes ocasiões, repassado informações de órgãos públicos e orientado Vorcaro sobre assuntos relacionados ao Banco Central.

De acordo com os investigadores, a relação entre os dois existia pelo menos desde outubro de 2023. Em agosto de 2025, Santana procurou Vorcaro durante as negociações envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Master.

Em outra mensagem, o ex-servidor teria sugerido alterações em uma minuta que seria apresentada ao Banco Central. O conteúdo das conversas se tornou público após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso Master.

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