Paralisação foi aprovada por sindicatos de todos os estados; plano de saúde está entre os principais pontos de divergência
Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação foi aprovada por sindicatos de todos os estados durante assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10), segundo informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
De acordo com a federação, um dos principais pontos de impasse nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. A categoria afirma que tentou chegar a um acordo após sucessivas rodadas de negociação e também durante tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.
Com o início da greve, apenas os serviços administrativos internos permanecem em funcionamento.

Crise financeira
A paralisação ocorre em meio à crise financeira enfrentada pelos Correios, que acumulam 15 trimestres consecutivos de resultados negativos.
No primeiro semestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Apesar do resultado, o desempenho do segundo trimestre foi melhor que o registrado nos dois períodos anteriores, indicando uma redução das perdas.
Para reforçar o caixa, os Correios esperam receber, até 15 de setembro, um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. O financiamento deve ser concedido por um consórcio formado por Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul.
O valor do empréstimo já havia sido confirmado nas demonstrações financeiras da empresa referentes ao primeiro semestre, divulgadas no fim de agosto.