O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e outras três pessoas por suposta obstrução de justiça. De acordo com a acusação, o grupo teria atuado para dificultar apurações envolvendo operações do instituto com o Banco Master.

Segundo a denúncia, há indícios de ocultação de provas e interferência nas investigações. Entre as ações apontadas estão o desligamento de câmeras de segurança, desaparecimento de imagens e documentos, além da retirada de um carro de luxo do Rio de Janeiro para Santa Catarina.
Os procuradores afirmam que Deivis teria coordenado as medidas para esconder evidências. O MPF sustenta que ele já tinha conhecimento da investigação desde dezembro e, a partir disso, passou a agir para interferir no andamento do caso.
O processo também menciona que o ex-gestor teria determinado o desligamento das câmeras e o apagamento das gravações, além de utilizar um imóvel para armazenar documentos. As outras três pessoas foram denunciadas por participação nessas ações.
A defesa do ex-presidente nega as acusações e afirma que já apresentou sua versão dos fatos. O MPF pede a condenação dos envolvidos, além do pagamento de cerca de R$ 600 mil em indenização e a perda de bens relacionados ao caso.