O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,09% em outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (11). Essa é a menor taxa para o mês desde 1998, quando o índice foi de 0,02%. A inflação acumulada em 2025 chega a 3,73%, e o acumulado dos últimos 12 meses é de 4,68%.

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A principal responsável pela desaceleração foi a queda no preço da energia elétrica residencial, que recuou 2,39% e contribuiu com -0,10 ponto percentual no índice geral. A mudança na bandeira tarifária — de vermelha patamar 2 para patamar 1 — reduziu a cobrança extra nas contas de luz.
Variação dos grupos em outubro
| Grupo | Variação (%) |
|---|---|
| Alimentação e bebidas | 0,01 |
| Habitação | -0,30 |
| Artigos de residência | -0,34 |
| Vestuário | 0,51 |
| Transportes | 0,11 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,41 |
| Despesas pessoais | 0,45 |
| Educação | 0,06 |
| Comunicação | -0,16 |
Destaques do mês
- Energia elétrica: queda de 2,39%, puxando o índice para baixo
- Alimentação em casa: recuo de 0,16%, com destaque para arroz (-2,49%) e leite longa vida (-1,88%)
- Alimentação fora de casa: alta de 0,46%, com lanches subindo 0,75% e refeições 0,38%
- Vestuário: maior alta entre os grupos, com destaque para calçados e acessórios (0,89%) e roupas femininas (0,56%)
- Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,41%, influenciada por produtos de higiene (0,57%) e planos de saúde (0,50%)
- Transportes: aumento de 0,11%, puxado por passagens aéreas (4,48%) e combustíveis (0,32%)
Outros itens que ajudaram a conter a inflação foram aparelhos telefônicos (-2,54%) e seguro de carros (-2,13%).
O resultado de outubro surpreendeu o mercado, que esperava uma variação entre 0,10% e 0,16%, e reforça a tendência de desaceleração da inflação no país.
Com informações do G1.