Nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, o mercado financeiro brasileiro opera em forte alta, impulsionado por indicadores econômicos dos Estados Unidos que reforçam a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,83% por volta das 14h, atingindo 143.526 pontos, após ter alcançado a máxima intradiária de 144.012. Já o dólar, que começou o dia em alta, inverteu o sinal e caiu para R$ 5,3815, o menor nível desde julho de 2024.

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Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto subiu 0,4%, acima das projeções, acumulando alta de 2,9% em 12 meses. Apesar disso, o aumento nos pedidos de seguro-desemprego — que chegaram a 263 mil, o maior volume desde outubro de 2021 — reforçou a percepção de fragilidade no mercado de trabalho, o que sustenta a expectativa de redução dos juros na próxima reunião do Fed, marcada para 17 de setembro.
Esse cenário torna o dólar menos atrativo para investidores, favorecendo moedas de países com juros mais altos, como o real. No Brasil, o mercado também acompanha o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros acusados por tentativa de golpe de Estado. O voto da ministra Cármen Lúcia, previsto para esta tarde, pode ser decisivo para o desfecho do caso, influenciando o ambiente político e econômico.
Na Europa, o Banco Central Europeu manteve a taxa de juros em 2%, enquanto os principais índices de ações operam em alta moderada. Já em Wall Street, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq abriram em alta, refletindo o otimismo com a possível flexibilização monetária. Na Ásia, os mercados fecharam mistos, com destaque para os avanços em tecnologia na China.
Com inflação sob controle e sinais de desaceleração econômica, o cenário global favorece ativos de risco e fortalece o mercado brasileiro, que segue atento às decisões políticas e aos desdobramentos internacionais.
Com informações do G1.