Fraude no INSS: mais de 1 milhão ainda pode receber dinheiro de volta

Mais de 1 milhão de aposentados e pensionistas que contestaram descontos indevidos em seus benefícios ainda não aderiram ao acordo de devolução e podem buscar os canais de atendimento do INSS para receber o dinheiro de volta.

Foto: Divulgação.

Segundo o instituto, desde maio, 6,1 milhões de pessoas registraram contestação contra cobranças feitas por entidades associativas. Até agora, 3,7 milhões já foram ressarcidos, somando R$ 2,5 bilhões devolvidos.

Prazo prorrogado

O governo estendeu por três meses o prazo para contestação, que agora vai até 14 de fevereiro de 2026.

“Observou-se que havia um contingente que, por desinformação ou porque ainda não teve tempo, não pediu o dinheiro de volta. Então houve esse consenso de que era melhor ampliar por mais três meses”, afirmou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

Como contestar os descontos

  1. Acesse o aplicativo Meu INSS e faça login com sua conta gov.br..
  2. Clique em “Consultar Descontos de Entidades Associativas”.
  3. Verifique os descontos realizados entre março de 2020 e 2025.
  4. Marque se autorizou ou não cada desconto.
  5. Informe celular e e-mail para contato.
  6. Declare a veracidade dos dados e clique em “enviar declarações”.

As entidades têm até 15 dias úteis para responder à contestação.

Como aderir ao acordo de devolução

  • No Meu INSS, vá até “Consultar pedidos” e clique em “Cumprir exigência”.
  • Leia as informações e selecione “Aceito receber” → “Sim”.
  • Clique em “Enviar”.
  • O processo também pode ser feito presencialmente em agências dos Correios.

Relembre o caso

A fraude foi descoberta pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). O esquema descontava valores mensais de beneficiários como se fossem associados a entidades, sem autorização.

As associações ofereciam serviços fictícios, como planos de saúde e academias, e falsificavam assinaturas. Seis servidores públicos foram afastados, incluindo o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, demitido após as investigações.

Com informações do G1.

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