Sessão que analisaria conduta do ministro nos casos Banco Master e fraudes no INSS estava marcada para a próxima quarta-feira (23)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, adiou o julgamento sobre a atuação do ministro André Mendonça nas relatorias dos casos envolvendo o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (17), e uma nova data para a análise ainda não foi definida.

A sessão estava prevista para a próxima quarta-feira (23). O adiamento ocorreu após o ministro Flávio Dino pedir vista, na terça-feira (15), durante o julgamento que discutia a atuação do ministro Alexandre de Moraes em um caso relacionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Inicialmente, a sessão deveria analisar um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens atribuídas a Moraes e a Vorcaro. No entanto, os ministros concentraram os debates em uma questão de ordem apresentada pelo decano da Corte, Gilmar Mendes.
Mendes defendeu que o caso envolvendo Moraes fosse julgado em conjunto com o processo que trata de acusações de improbidade e interferência em investigações atribuídas a Mendonça.
A discussão sobre a unificação dos julgamentos caminhava para um impasse quando a sessão foi interrompida pelo pedido de vista de Dino, que solicitou mais tempo para analisar o processo. Com isso, a análise da questão de ordem ficará suspensa por até 90 dias, conforme as regras do STF.
A decisão de Fachin de adiar o julgamento sobre Mendonça está relacionada à necessidade de aguardar a definição sobre a possibilidade de unificação dos processos.