O dólar comercial atingiu R$ 5,6213 na manhã desta quinta-feira (10), marcando a maior cotação desde junho, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto. A medida, considerada unilateral e politicamente motivada, provocou forte reação nos mercados e no governo brasileiro.

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Impactos imediatos no mercado
| Indicador | Variação recente |
|---|---|
| Dólar | +1,81% (R$ 5,6027) |
| Ibovespa | -0,99% (136.124 pontos) |
| ADRs brasileiras | Embraer caiu mais de 9% nos EUA |
A alta do dólar reflete o temor de retaliações comerciais, inflação global e juros mais altos nos EUA, caso os custos de produção aumentem com as novas tarifas.
O que diz a carta de Trump?
- Tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras, além das já existentes para aço e alumínio
- Justificativa política: críticas ao julgamento de Jair Bolsonaro e decisões do STF
- Acusa o Brasil de impor barreiras comerciais injustas e gerar déficit insustentável para os EUA
- Sugere que empresas brasileiras produzam diretamente nos EUA para evitar a tarifa
Resposta do governo brasileiro
O presidente Lula afirmou que o Brasil reagirá com base na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso em 2023. A lei prevê tarifas equivalentes contra países que taxem produtos brasileiros.
No entanto, Trump alertou que novas retaliações podem elevar ainda mais as tarifas, caso o Brasil reaja. A medida reacende o debate sobre protecionismo comercial e a influência política nas relações bilaterais.
Setores mais afetados
- Petróleo: US$ 7,5 bilhões exportados aos EUA em 2024
- Carne bovina: risco de perda de competitividade e mercado
- Aço e alumínio: já enfrentam tarifas de 50% desde abril
A nova tarifa pode comprometer bilhões em exportações e afetar diretamente o PIB brasileiro, segundo analistas.
Com informações do G1.