Quem visitou a Bienal do Livro 2026 neste domingo (19) teve a oportunidade de mergulhar em um verdadeiro universo de cultura e conhecimento. O evento reuniu leitores de diferentes idades e interesses, promovendo o contato direto com obras que estimulam o aprendizado e aguçam o pensamento crítico.
Além dos estandes de grandes livrarias e autores independentes da Bahia, o público também pôde acompanhar atividades no estande do Governo do Estado da Bahia, em parceria com o Instituto Pedro Calmon.
Já publicada com o livro Minha Vez, Duda Pereira, poeta, técnica de enfermagem, empreendedora e ialorixá, apresentou seu novo lançamento, “YÁ e as Palavras”, durante programação realizada no estande do Governo da Bahia, integrando as ações culturais do espaço. Conhecida como Mãe Duda, a autora compartilhou uma trajetória marcada pela espiritualidade e pela valorização do ser humano.

Durante o encontro, ela abordou o conceito de “quizilas”, presente nas religiões de matriz africana, explicando que se trata de restrições ligadas ao orixá de cada pessoa — aquilo que pode ou não fazer parte de sua vivência. Em seu caso, como filha de Ogum — orixá sincretizado com São Jorge na tradição católica —, revelou que não pode consumir acarajé. O bate-papo foi marcado por reflexões e troca de saberes, enriquecendo o público presente.
As atividades infantis também tiveram espaço garantido, com ações educativas voltadas à saúde e apresentações lúdicas que incentivam a leitura desde cedo. Já no campo das novas mídias, debates sobre o impacto das redes sociais, como o fenômeno #BookTok, mostraram como a literatura vem se reinventando.
A Bienal reforça, assim, seu papel como espaço de valorização da leitura, da cultura e da diversidade de vozes, conectando diferentes gerações por meio dos livros. O evento segue até o feriado de Tiradentes, celebrado no dia 21 de abril, ampliando as oportunidades para que o público participe da programação.