O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta terça-feira (25) a exploração do gás de xisto no Brasil, durante evento do BTG Pactual, em São Paulo. Ele argumentou que o país deveria avançar na exploração de gás não convencional, extraído por meio da técnica de fraturamento hidráulico, popularmente conhecida como “fracking”, para aumentar a oferta do insumo no mercado interno.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Atualmente, o Brasil importa gás da Argentina, que utiliza esse mesmo método. Silveira destacou que, embora o fraturamento hidráulico apresente riscos ambientais, como tremores de terra, contaminação de lençóis freáticos e elevado consumo de água, a prática poderia ser feita de forma segura, com o objetivo de atender à demanda nacional.
A proposta de explorar o gás de xisto no país é uma das conclusões do grupo de trabalho “Gás para Empregar”, criado pelo governo para estudar formas de estimular a produção de gás e impulsionar a indústria energética. Uma das sugestões do grupo é transferir a responsabilidade pelo licenciamento ambiental de recursos não convencionais, como o gás de xisto, para as secretarias estaduais de meio ambiente, retirando essa competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Atualmente, o Ibama é responsável por licenciar tanto a exploração quanto a produção de petróleo e gás natural, incluindo os recursos não convencionais. No entanto, a exploração do gás de xisto ainda não ocorre no Brasil. Em 2020, o governo lançou um programa para perfuração de um poço experimental, com o objetivo de monitorar a técnica e seus impactos, mas a perfuração ainda não foi realizada.
Com informações do G1.