O Departamento de Estado dos EUA anunciou que os Estados Unidos e a Rússia formarão equipes para iniciar negociações formais para encerrar a guerra na Ucrânia. A decisão foi tomada após uma reunião entre autoridades dos dois países em Riade, na Arábia Saudita, no dia 18 de fevereiro de 2025.

O Encontro e as Negociações
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, concordaram em nomear equipes de alto nível para trabalhar em um acordo de paz.
Essa foi a primeira discussão oficial entre os EUA e a Rússia sobre o fim do conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, já haviam acordado, em uma conversa telefônica, que as negociações começariam “imediatamente.”
Reação de Zelensky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou as negociações e afirmou que os países da Europa e Ucrânia deveriam ser incluídos nas tratativas, pois considera inaceitável que o processo de paz ocorra “pelas costas” de sua nação.
Zelensky também afirmou que não cederá a ultimatums e não aceitará nenhuma proposta de paz que venha dessa negociação entre EUA e Rússia.
Contexto e Desafios
Durante a reunião, foi discutida a restauração das relações bilaterais entre os EUA e a Rússia, além de um possível encontro entre Trump e Putin.
Também houve uma discussão sobre a segurança da Ucrânia, com a Rússia reforçando sua oposição à adesão ucraniana à OTAN.
A Arábia Saudita será o próximo destino de Zelensky, que visitará o país em 19 de fevereiro de 2025, em uma agenda que já estava planejada antes do anúncio da reunião EUA-Rússia.
Impacto da Reaproximação EUA-Rússia
A decisão de retomar o diálogo entre EUA e Rússia reverte anos de isolamento de Moscou e surpreendeu a Europa, que teme ser deixada de fora das negociações.
Ao mesmo tempo, as autoridades discutiram também uma possível cooperação econômica, incluindo questões sobre o mercado de energia global.
Posições Divergentes
A Rússia mantém sua posição sobre a segurança da Ucrânia e alianças militares do país, e afirma que não ditará questões relacionadas à soberania ucraniana.
Enquanto isso, os países ocidentais, especialmente os EUA e a Europa, continuam a pressionar por uma solução que garanta a integridade territorial da Ucrânia e o fim da agressão russa.
O desenrolar das negociações deverá impactar diretamente o futuro da guerra na Ucrânia, mas ainda não está claro como o diálogo EUA-Rússia será recebido pela Ucrânia e seus aliados europeus.
Com informações do G1.