A revista Time publicou nesta sexta-feira (7) a capa de sua próxima edição com uma montagem de Elon Musk sentado na mesa presidencial do Salão Oval da Casa Branca. A imagem ilustra uma reportagem que questiona a influência do bilionário no governo dos Estados Unidos.

Foto: Divulgação/ Time.
Musk e o poder sem eleição
A matéria destaca como Musk tem exercido poderes governamentais através do Departamento de Redução de Gastos do Governo (DOGE), criado pelo presidente Donald Trump. A revista alerta para os “perigos de um homem não eleito possuir tal poder irrestrito” e sugere que o bilionário está disputando espaço e influência com o próprio Trump.
A “guerra” contra gastos governamentais
O DOGE, sob comando de Musk, é descrito como “uma coleção de empregados temporários sem crachá, sem site e sem uma autoridade legal clara”. Segundo a reportagem, o departamento tem promovido cortes drásticos em diversas áreas do governo, incluindo a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que sofreu uma redução de 90% no quadro de funcionários.
A revista detalha como Musk passou a criticar a USAID após a agência negar acesso a documentos confidenciais solicitados pelo DOGE. Pouco depois, ele defendeu o fechamento total da instituição, e Trump anunciou seu fechamento temporário.
Impactos e possível reação pública
A Time sugere que as medidas de Musk fazem parte de uma “onda antigovernamental massiva”, que pode resultar na eliminação de programas importantes e na substituição de servidores de carreira por aliados políticos do governo Trump.
Entretanto, a publicação aponta que a população pode reagir negativamente aos cortes, especialmente quando os impactos atingirem diretamente os cidadãos norte-americanos. Um dos exemplos citados é o setor agropecuário, que pode ser afetado pela falta de compradores financiados pela USAID para produtos enviados a campos de refugiados.
A reportagem conclui que, embora Musk tenha se consolidado como uma das figuras mais influentes do governo Trump, seu poder pode encontrar resistência caso os cortes comprometam o bem-estar da população.
Com informações do G1.