O motorista de aplicativo Luan Felipe de Araújo Cruz vai ingressar com uma ação civil por danos morais contra a médica Fedra Emanuela Aquino Barreto, que o agrediu durante uma corrida no Horto Florestal, em Salvador. O incidente, ocorrido em dezembro de 2024, ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens da agressão.

Foto: Paula Fróes/CORREIO.
De acordo com nota divulgada pela defesa de Luan, medidas criminais já foram adotadas e o caso está sob investigação da 6ª Delegacia de Polícia (Brotas). A expectativa é que a médica seja indiciada por injúria real. A representação legal do motorista é feita pelo escritório Costa Advogados.
O caso
O episódio ocorreu no dia 26 de dezembro, durante uma corrida solicitada no bairro do Canela com destino ao Horto, às 5h20. Ao se aproximar do destino, Luan conta que Fedra exigiu, de forma agressiva, que ele entrasse na garagem do condomínio para que ela desembarcasse. O motorista, entendendo que a entrada estava próxima, optou por não entrar, o que teria desencadeado a agressão.
Câmeras instaladas no veículo registraram o momento em que a médica começou a xingar e a desferir tapas no motorista.
“Os fatos evidenciam uma grave afronta à dignidade e ao respeito ao próximo, culminando em violência física. A conduta da sra. Fedra, enquanto médica, demonstra falta de empatia e desrespeito a princípios básicos de convivência”, declarou a defesa de Luan em comunicado.
Investigação em andamento
O motorista já foi ouvido pela Polícia Civil. A médica, por sua vez, deve prestar depoimento em data não divulgada.
Luan rebate versão da médica
Em depoimento ao Correio, Luan afirmou que, em mais de um ano e meio trabalhando como motorista de aplicativo, nunca havia sofrido agressões. Ele também negou qualquer responsabilidade pelos atos violentos, refutando uma possível versão da médica de que teria sido o agressor.
“Se ela foi agredida, como disse, por que não prestou queixa imediatamente? O vídeo fala por si. Como alguém agredido pediria para entrar no condomínio? Isso não faz sentido”, questionou Luan.
Resposta da Uber
Após o incidente, Luan recebeu suporte da Uber, que inicialmente investigou o caso após Fedra fazer uma avaliação negativa e dar a menor nota possível ao motorista. Luan relatou o ocorrido e enviou o vídeo como prova. A plataforma revisou o material e decidiu banir a médica.
Em nota, a Uber confirmou o banimento e lamentou o episódio. A empresa também destacou a disponibilização de suporte psicológico para Luan, em parceria com a iniciativa MeToo, e garantiu que colaborará com as autoridades durante as investigações.
Com informações do Correio da Bahia.