Carnaval 2026: Viradouro e Mocidade campeãs, polêmicas na Sapucaí e nos trios de Salvador

O Carnaval de 2026 foi marcado por grandes vitórias, homenagens emocionantes, multidões nas ruas e também por episódios de tensão e polêmica que repercutiram em todo o país.

Foto: Divulgação.

No Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro conquistou seu quarto título com o enredo “Pra cima, Ciça!”, celebrando o mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça. O desfile foi marcado pela presença do próprio homenageado, que encenou momentos de sua trajetória e encerrou a apresentação regendo a bateria em um carro alegórico. A escola somou 270 pontos e superou Beija-Flor e Vila Isabel. A Imperatriz Leopoldinense também brilhou ao homenagear Ney Matogrosso, enquanto Iza retornou à avenida com uma fantasia que soltava fumaça.

Em São Paulo, a Mocidade Alegre foi campeã com 269,8 pontos, conquistando seu 13º título e consolidando-se como a segunda escola mais vitoriosa da cidade. O enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra” homenageou a atriz Léa Garcia, destacando seu pioneirismo e protagonismo negro. A disputa foi acirrada, com Gaviões da Fiel e Dragões da Real ficando logo atrás na classificação.

Na Sapucaí, a estreia de Virgínia Fonseca como rainha da Grande Rio chamou atenção. O tapa-sexo da fantasia começou a descolar durante o desfile, e ela precisou retirar o costeiro de 12 quilos por conta das dores. A escola recebeu notas altas no quesito fantasias, mas o episódio virou um dos assuntos mais comentados da noite. Além disso, rainhas veteranas como Juliana Paes e Sabrina Sato reforçaram o protagonismo feminino, enquanto Lore Improta emocionou ao sambar grávida pela Viradouro.

Em Salvador, o circuito Barra-Ondina enfrentou congestionamentos de trios, com artistas como Anitta e Bell Marques reclamando da retenção. O Psirico interrompeu a apresentação para criticar a postura de policiais, ampliando o debate sobre segurança. A despedida de Carla Perez no trio infantil gerou polêmica após a dançarina ser acusada de reproduzir simbologias racistas ao subir nos ombros de um segurança negro; ela pediu desculpas e reconheceu o erro. Outro destaque foi o romance entre Bruna Marquezine e Shawn Mendes durante o desfile de Ivete Sangalo, além da emocionante homenagem a Preta Gil com drones no Farol da Barra.

Em Recife, o Galo da Madrugada levou às ruas o tema “Frevo no Planeta Galo”, com mensagens ambientais e contra a violência. O maior bloco do mundo reuniu milhares de foliões sob sol forte e contou com a presença de artistas como Lucy Alves e Roberta Miranda.

O Carnaval de 2026 também foi marcado pela criatividade dos foliões, que levaram às ruas fantasias inspiradas em memes, cultura pop e referências nostálgicas. Policiais infiltrados em blocos, fantasiados de personagens como Scooby-Doo e Capitão América, prenderam suspeitos de furtos em São Paulo e no Rio.

Entre vitórias consagradas, homenagens simbólicas e polêmicas que abriram debates sociais, o Carnaval de 2026 reafirmou sua força como espetáculo cultural e espaço de reinvenção, mostrando que a festa continua sendo palco de celebração, diversidade e reflexão.

Com informações do G1.

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