PT decide votar contra PEC da Blindagem e frustra acordo com Centrão sobre anistia

A tentativa de costurar um acordo político entre o Centrão e o Partido dos Trabalhadores (PT) para viabilizar a votação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados foi frustrada nesta terça-feira (16). A proposta, que prevê maior proteção a parlamentares contra ações judiciais, perdeu apoio decisivo após o PT anunciar que orientará sua bancada a votar contra o texto.

Foto: Adriano Machado/Reuters.

A articulação envolvia uma troca de apoios: o Centrão buscava votos do PT para aprovar a PEC, enquanto se comprometia a protelar a votação da urgência do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A mudança de posição do PT, confirmada após reunião com o presidente da sigla, Edinho Silva, alterou o cenário político e provocou reações em outras bancadas.

A PEC da Blindagem propõe medidas como a exigência de autorização do Congresso para abertura de ação penal contra parlamentares, voto secreto para decisões sobre prisão de deputados e senadores, e extensão do foro privilegiado a presidentes de partidos. A proposta tem enfrentado forte resistência popular, o que influenciou a decisão do PT. Segundo interlocutores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que a medida teria repercussão negativa entre os eleitores, embora tenha deixado a decisão final a cargo da bancada.

Até então, a expectativa era de que o PT liberasse seus deputados para votar conforme suas convicções, o que abriria espaço para o acordo com o Centrão. Com a nova orientação, partidos como PSD e PDT também indicaram que podem abandonar o apoio à PEC, reconhecendo sua impopularidade.

Curiosamente, mesmo com a decisão de votar contra, deputados petistas admitem que torcem pela aprovação da urgência da anistia, temendo que o desgaste político aumente caso o projeto seja rejeitado. A movimentação revela os dilemas internos da base governista diante de pautas sensíveis.

Nos bastidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria alertado que a ausência de apoio do PT à PEC poderia comprometer a governabilidade do governo Lula. Além da anistia, o Centrão havia sinalizado apoio a medidas centrais do Executivo, como a MP da Tarifa Social de Energia e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Com a votação da PEC prevista para esta terça e a anistia podendo entrar na pauta já na quarta-feira (17), o Congresso vive dias decisivos, marcados por negociações intensas e disputas que podem redefinir alianças e estratégias políticas no segundo semestre legislativo.

Com informações do G1.

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