A chegada de Rodrigo Pimentel à Secretaria de Administração do Estado da Bahia já está gerando preocupação entre os credenciados do Planserv, plano de saúde dos servidores públicos estaduais. A principal queixa vem de clínicas e hospitais menores, que alegam não estar recebendo os pagamentos pelos serviços prestados, enquanto unidades maiores já foram contempladas. O temor é que essa disparidade leve à descontinuidade dos atendimentos, afetando diretamente os mais de 500 mil beneficiários do plano.

Foto: Larissa Almeida.
Além dos atrasos, prestadores e entidades que representam os servidores denunciam a ausência de diálogo com o novo secretário, o que aumenta a insegurança sobre o futuro do atendimento. A situação reacende críticas antigas sobre a gestão do Planserv, que já foi alvo de denúncias por negativa de cobertura, processos judiciais e relatos de humilhação por parte de usuários.
Em meio à tensão, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) concluiu esta semana uma inspeção sobre a assistência materno-infantil na rede estadual, realizada em 2023. O relatório, embora relevante, chega com dois anos de atraso, o que limita sua eficácia prática e levanta questionamentos sobre a agilidade da fiscalização pública.
Em nota oficial, o Planserv afirmou que os pagamentos estão sendo realizados para todos os prestadores que enviaram a documentação corretamente, sem priorização de segmentos. A nova gestão, iniciada em 5 de setembro, também garantiu que não há risco de desatendimento e que mantém o diálogo aberto com a rede credenciada.
Apesar da declaração, o clima entre os prestadores é de apreensão, e os servidores seguem atentos às movimentações da nova administração, cobrando transparência, regularidade nos pagamentos e garantia de acesso à saúde de qualidade.
Com informações do Correio da Bahia.