O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (3), às 9h, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados acusados de tentativa de golpe de Estado. A sessão começa com a defesa do general Augusto Heleno, seguida pelos advogados de Bolsonaro, do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e do ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto. Cada defesa terá até uma hora para apresentar seus argumentos.
A defesa de Bolsonaro deve insistir em duas frentes: tentar anular a delação de Mauro Cid, alegando irregularidades no processo, e questionar o prazo para resposta, apontando cerceamento de defesa. No mérito, os advogados afirmam que os atos apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foram apenas preparatórios, não passíveis de punição, e que ocorreram dentro dos limites legais previstos na Constituição, como a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estado de defesa e estado de sítio.
Na abertura do julgamento, o relator Alexandre de Moraes reforçou a defesa da democracia e criticou tentativas de pressão sobre o STF, citando Bolsonaro e seu filho Eduardo. Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, classificou os atos investigados como parte de uma trama organizada para manter o ex-presidente no poder.
A fase das defesas será concluída nesta quarta. A votação dos ministros está prevista para começar no dia 9.
