O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar, receba visitas de aliados políticos. A decisão estabelece datas específicas para os encontros, que devem ocorrer entre os dias 7 e 14 de agosto, das 10h às 18h, sem sobreposição de agendas.

Foto: Gabriel Silva/E.Fotografia/Estadão Conteúdo
Entre os nomes autorizados estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), e o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara. Também foram incluídos os deputados Geraldo Junio (PL-MG), Marcelo Pires Moraes (PL-RS) e o empresário Renato De Araújo Corrêa, presidente do PL em Angra dos Reis.
Os pedidos foram formalizados pelos próprios aliados, como Tarcísio, que alegou “questões humanitárias” para justificar a visita.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde segunda-feira (4), por decisão de Moraes no âmbito de uma investigação sobre supostos estímulos a sanções internacionais contra o Brasil. O ministro apontou que o ex-presidente teria usado redes sociais de aliados, incluindo seus filhos parlamentares, para divulgar mensagens com teor de instigação contra o STF e apoio à intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro.
Além da prisão, Moraes determinou restrições como a proibição de visitas não autorizadas e a apreensão de celulares. A defesa de Bolsonaro entrou com recurso na quarta-feira (6), solicitando que o ministro reconsidere a medida ou leve o caso ao plenário físico do STF com urgência.
Com informações do G1.