A atuação internacional do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao lado do influenciador Paulo Figueiredo, tem elevado a tensão entre Brasil e Estados Unidos e aprofundado a crise institucional envolvendo a família Bolsonaro. Segundo apuração do blog da jornalista Andréia Sadi, investigadores e autoridades brasileiras avaliam que há material robusto para indiciar Eduardo por coação no curso do processo, o que pode justificar um pedido de prisão caso ele retorne ao país.

Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
A escalada começou com a articulação de sanções internacionais e declarações públicas que, segundo fontes do núcleo bolsonarista, têm como objetivo pressionar autoridades brasileiras e inviabilizar qualquer tentativa de negociação diplomática sobre o tarifaço imposto pelos EUA. Em nota divulgada no dia 30 de julho, Eduardo classificou a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros como “uma resposta legítima”, o que foi interpretado por investigadores como uma tentativa deliberada de agravar o conflito institucional.
No Supremo Tribunal Federal (STF), há expectativa de que a Câmara dos Deputados ou a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o mandato de Eduardo Bolsonaro. Ministros da Corte acompanham os desdobramentos e não descartam medidas cautelares, caso os órgãos competentes não tomem providências.
Além de Eduardo, o ex-presidente Jair Bolsonaro também pode ser enquadrado por coação e tentativa de obstrução, agravando sua situação jurídica. A ofensiva internacional, somada às sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, reforça a percepção de que ambos atuam como artífices de uma estratégia de intimidação contra o Judiciário e outras instituições brasileiras.
Com informações do G1.