A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos entrou em uma nova fase de tensão após declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, indicando que o país sul-americano será alvo de tarifas de importação de até 50%. A medida, segundo o próprio Trump, será aplicada a países com os quais os EUA “não estão se dando bem”, o que deixou o governo brasileiro em alerta máximo a poucos dias da entrada em vigor das novas alíquotas.

Foto: Eduardo Munoz/Reuters; Ricardo Stuckert/Divulgação via Reuters
Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o gesto de Trump tem caráter político e pessoal, e não se justifica por razões econômicas. O Brasil, que mantém superávit comercial com os Estados Unidos, não estaria entre os países que tradicionalmente impõem barreiras comerciais aos produtos norte-americanos.
Diante do impasse, o governo brasileiro denunciou a aplicação das tarifas à Organização Mundial do Comércio (OMC), classificando-as como arbitrárias. A falta de abertura para negociações com Washington tem frustrado tentativas diplomáticas e ampliado o pessimismo no Palácio do Planalto.
Enquanto os EUA avançam em acordos comerciais com Japão e União Europeia, o Brasil vê suas tratativas emperradas. A equipe econômica teme os impactos da medida sobre setores exportadores e avalia que, sem uma reversão, o país poderá buscar retaliações ou compensações em fóruns internacionais.
A cotação do dólar, curiosamente, registrou queda de 0,80% no Brasil, fechando em R$ 5,5223, mas o clima político permanece instável. A expectativa é de que, nos próximos dias, o governo Lula intensifique esforços diplomáticos e articulações com parceiros comerciais para tentar reverter ou mitigar os efeitos do tarifaço.
Com informações do G1.