O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, descartou qualquer possibilidade de rompimento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reafirmando a permanência do partido na base governista. A decisão foi comunicada após especulações surgirem devido a uma foto de Rueda ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em meio a tentativas da oposição de atrair partidos aliados ao governo.

Foto: Jorge Jesus/bahia.ba
Ministérios sob comando do União Brasil
Atualmente, o União Brasil ocupa três ministérios estratégicos: Celso Sabino (Turismo), Juscelino Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional). Enquanto Sabino e Juscelino representam a bancada do partido na Câmara, Góes conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A sigla, que possui 59 deputados, é a terceira maior da Casa, mas enfrenta divisões internas, com parte da bancada alinhada a Bolsonaro ou resistente ao governo Lula.
Pressões e negociações políticas
Além das tensões internas, o União Brasil enfrenta pressões externas, como as negociações com o Progressistas (PP), liderado pelo senador Ciro Nogueira (PI), para formar uma federação partidária. O PP tem buscado ampliar sua influência, sugerindo até a entrega do Ministério do Esporte, atualmente comandado por André Fufuca, como parte das negociações.
Impacto na reforma ministerial
A decisão de Rueda traz alívio ao Palácio do Planalto, mas também complica os planos de Lula para uma reforma ministerial. O governo considera ceder o Ministério do Turismo ao PSD, liderado por Gilberto Kassab, como estratégia para consolidar alianças eleitorais para 2026. Até agora, as mudanças no primeiro escalão ocorreram apenas em pastas comandadas pelo PT, como a Secom, Saúde e Secretaria de Relações Institucionais.
O posicionamento de Rueda reforça a estabilidade do União Brasil na base governista, mas evidencia os desafios de articulação política em um cenário de alianças complexas e interesses divergentes.
Com informações do Bahia.Ba,.