O Sistema de Informação da Vigilância Sanitária (SISVISA), utilizado no Brasil para serviços de vigilância sanitária e licenciamento, registrou o vazamento de 102.215 documentos associados ao portal de vigilância sanitária e licenciamento do Governo Federal. A descoberta foi feita pelo pesquisador de cibersegurança Jeremiah Fowler, da ExpressVPN.
Entre os arquivos expostos estão números de CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), além de nomes completos, dados de contato e endereços. Também foram encontrados documentos relacionados a serviços de vigilância sanitária e à área da saúde, conforme revelou o portal Computer Weekly e verificou o Bahia Notícias.

Entre os dados identificados estão informações da área da saúde de uma prefeitura do interior da Bahia, incluindo registros de atendimentos, dados de pacientes e informações de profissionais. A relação de documentos vazados também inclui o registro profissional de um médico vinculado ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), além de uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) emitida no estado.
O material exposto reúne ainda pedidos de licenciamento, autorizações para diferentes estabelecimentos, relatórios de inspeção, documentos de conformidade e registros de reclamações. Também foi localizado um relatório de inspeção da Diretoria de Vigilância em Saúde e da Divisão de Vigilância Sanitária da Prefeitura Municipal de Alagoinhas.
O SISVISA é utilizado por órgãos de vigilância sanitária para gerenciar e monitorar hospitais, farmácias e outros estabelecimentos sujeitos à fiscalização.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que não identificou nenhuma ocorrência de incidente nos sistemas nacionais. O órgão afirmou ainda que o SISVISA é um sistema utilizado na Saúde da Bahia.
O Bahia Notícias também procurou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para obter mais informações sobre o caso. Segundo a pasta, os problemas identificados seriam de âmbito nacional.