Mais de 3,9 mil pessoas ficaram feridas; União Europeia anunciou ajuda de R$ 11,9 milhões
O terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) já deixou 281 mortos e mais de 3,9 mil feridos. Nesta sexta-feira (14), quinto dia de buscas, 379 pessoas continuam desaparecidas. Equipes de emergência permanecem mobilizadas nas áreas mais atingidas, mas, com a redução das chances de encontrar sobreviventes, os trabalhos começam a se concentrar também na retirada dos escombros. As informações foram divulgadas pelo governo colombiano.

Buscas entram em nova etapa
Em Cali, terceira maior cidade do país, as equipes passaram a priorizar a remoção dos destroços na maioria dos locais atingidos. David Tamayo, chefe da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres, afirmou que a possibilidade de encontrar pessoas com vida diminuiu, mas destacou que as buscas continuarão até que todos os desaparecidos sejam procurados.
Com magnitude 7,4, o terremoto foi o mais forte registrado na Colômbia nos últimos dez anos. O epicentro ocorreu na região de Chocó, no oeste do país, próximo ao litoral do Pacífico. Os departamentos de Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas também sofreram impactos, com mortes e danos em estruturas.
Exército reforça operações
O Exército colombiano participa das operações em cidades como Cali, Pereira e Manizales. Na quarta-feira (12), o governo declarou situação de desastre nacional por 12 meses em 12 estados. A medida permite ampliar a mobilização de recursos para atender as regiões atingidas.
A União Europeia anunciou um aporte de dois milhões de euros, cerca de R$ 11,9 milhões, para apoiar as operações de resgate e o atendimento às vítimas.
Enquanto as equipes avançam na retirada dos escombros, familiares continuam aguardando informações sobre as 379 pessoas desaparecidas.