Silvetty Montilla enfrenta falência renal e aguarda transplante no SUS

A veterana da cena drag queen brasileira, Silvetty Montilla, de 57 anos, está enfrentando um momento difícil de sua saúde. Diagnosticada com falência renal, ela atualmente depende de sessões de hemodiálise e aguarda na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) por um transplante de rins. A artista, que é um dos maiores nomes da arte drag no Brasil, viu seu quadro de saúde se agravar com complicações decorrentes do diabetes, que culminaram na falência de seus rins.

Foto: Andy Santana.

Silvetty iniciou o tratamento de hemodiálise, procedimento que ocorre três vezes por semana, para substituir temporariamente a função dos rins e filtrar as substâncias tóxicas do sangue. Esse procedimento tem sido essencial para o controle de sua condição, mas a necessidade de um transplante de rins é urgente para garantir a sua recuperação completa. A artista também passou recentemente por uma angioplastia para desobstrução das artérias coronárias, o que agravou ainda mais seu quadro de saúde.

O processo de espera pelo transplante no SUS pode ser longo, com estimativas apontando uma espera de até 18 meses, considerando a escassez de doadores de órgãos no Brasil. Este é um cenário comum para muitas pessoas que necessitam de transplantes, já que a doação de órgãos no país ainda enfrenta desafios significativos. De acordo com seu assessor, Ricardo Gamba, a artista está sendo acompanhada por uma equipe médica que a orienta nesse período crítico, mas a situação exige cuidados contínuos.

Silvetty Montilla, que se tornou uma das grandes referências da cena drag brasileira ao longo dos anos, tem conquistado o respeito e a admiração do público não só por seu talento, mas também pela luta constante em prol da visibilidade e direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Sua carreira de mais de 30 anos é marcada por performances memoráveis e por seu papel de pioneira, quebrando barreiras e criando espaços para o movimento drag no Brasil.

No início deste ano, a artista passou por uma angioplastia para corrigir problemas no sistema circulatório, uma cirurgia delicada que se somou às suas condições de saúde já fragilizadas. A cirurgia foi realizada após um cateterismo que não foi suficiente para resolver os problemas de obstrução nas artérias coronárias. A situação de saúde de Silvetty, que sempre foi sinônimo de força e resistência, agora precisa de mais apoio, e ela conta com o carinho e as orações de seus fãs e de toda a comunidade que a acompanha.

A espera pelo transplante no SUS representa um desafio significativo, não apenas para Silvetty, mas para muitos brasileiros que enfrentam problemas de saúde graves. A escassez de doadores e as dificuldades no sistema de saúde pública exigem mais conscientização sobre a importância da doação de órgãos no país, além de melhorias nos processos de fila de espera e acesso aos tratamentos necessários.

Por enquanto, a artista continua a se submeter às sessões de hemodiálise, enquanto aguarda ansiosamente por uma oportunidade de realizar o transplante e retornar à sua rotina artística e à luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Sua trajetória é um exemplo de superação e de como a arte pode ser uma ferramenta poderosa para promover mudanças e visibilidade em questões sociais e de saúde.

Com informações do iBahia.

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