O Furdunço, que aconteceu neste domingo (23) no circuito Orlando Tapajós, reuniu mais de 50 atrações e atraiu uma grande multidão de foliões. Entre as apresentações estavam nomes de peso da música baiana, como Daniela Mercury, que fez sua estreia no evento. Porém, uma polêmica envolvendo os grupos BaianaSystem e É o Tchan acabou ganhando destaque nos bastidores.

Foto: Divulgação.
O grupo de pagode É o Tchan, representado por Beto Jamaica e Compadre Washington, cancelou sua participação no desfile alegando que não houve o cumprimento do horário previamente combinado. Segundo relatos, o atraso de BaianaSystem, que teve seu horário de apresentação antecipado, teria afetado o cronograma do evento, o que levou o grupo de pagode a solicitar à Saltur a possibilidade de “passar na frente”. No entanto, essa solicitação foi negada, gerando insatisfação entre os integrantes do grupo, que optaram por não se apresentar.
Em entrevista ao BNews, o presidente da Saltur, Isaac Edington, esclareceu que o cancelamento do desfile de É o Tchan foi uma “decisão unilateral” dos artistas. Ele afirmou que o horário do grupo estava mantido e que não havia qualquer relação com a passagem de BaianaSystem, já que outros artistas seguiram sua programação normalmente. “Em absoluto, o Tchan ia sair no horário programado. Não tem nada a ver com a passagem de Baiana que foi negociada com todos os artistas”, destacou Edington.
Ele também comentou sobre a mudança no horário de BaianaSystem, que foi aceita por todos os envolvidos, incluindo o grupo É o Tchan. “A mudança não interferiu na saída do Tchan. Ninguém da equipe entendeu porque ele não quis tocar”, completou o presidente da Saltur.
A assessoria de imprensa de É o Tchan confirmou que o cancelamento se deu “devido às alterações de horários”, enquanto a assessoria de BaianaSystem não se manifestou até a publicação desta matéria.
Com informações do Bnews.