Lula defende estratégia energética com estoque de petróleo e sinaliza recompra de refinaria na Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil precisa adotar medidas para fortalecer sua segurança energética, incluindo a criação de um estoque regulador de petróleo. A declaração foi feita nesta sexta-feira (20), durante visita à Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG).

Segundo o presidente, a iniciativa busca reduzir a vulnerabilidade do país diante de crises internacionais, como conflitos armados que possam afetar o fornecimento global de petróleo. Lula citou possíveis impactos de tensões no Oriente Médio e mencionou o risco de interrupção do fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação da commodity.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante o discurso, o presidente destacou que o Brasil precisa estar preparado para cenários prolongados de instabilidade. Ele relatou que discutiu o tema com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que apontou os altos custos envolvidos na manutenção de um estoque dessa natureza.

Lula comparou a proposta à política de estoques reguladores de alimentos, defendendo que o país mantenha reservas estratégicas para enfrentar momentos de crise e conter oscilações de preços. Segundo ele, essa prática pode contribuir para reduzir impactos da especulação no mercado.

O presidente também voltou a criticar a venda da Refinaria Landulpho Alves, realizada em 2021, e afirmou que o governo pretende recomprar o ativo, embora reconheça que o processo pode ser demorado. A unidade, localizada na Bahia, é considerada estratégica para o abastecimento de combustíveis na região.

As declarações ocorrem em meio à recente alta nos preços dos combustíveis, influenciada pelo cenário internacional. Como medida para conter os aumentos, o governo federal zerou tributos sobre o diesel, o que reduz o valor em cerca de R$ 0,32 por litro.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que, apesar da medida, o preço do combustível registrou elevação nas últimas semanas. Paralelamente, a Polícia Federal abriu investigação para apurar possíveis abusos na formação de preços, enquanto órgãos de fiscalização intensificam ações em diferentes estados.

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