Período é considerado crítico para localizar sobreviventes sob estruturas destruídas; mais de 3.500 pessoas ficaram feridas e quase 500 estão desaparecidas
O balanço mais recente das autoridades aponta 265 mortos, mais de 3.500 feridos e quase 500 desaparecidos após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia. Nesta quinta-feira (13), as equipes de resgate concentram os esforços nas áreas mais afetadas, enquanto as buscas chegam ao fim das primeiras 72 horas, período considerado crítico para localizar pessoas vivas sob estruturas destruídas.
Em Cali e Pereira, os socorristas passaram a terceira noite trabalhando entre prédios e outras estruturas que desabaram. Guindastes, cães farejadores e equipamentos capazes de identificar vibrações são utilizados nas buscas. As equipes também fazem pausas para manter os locais em silêncio e tentar identificar possíveis sinais de pessoas presas sob os destroços.

Buscas entram em fase decisiva
As primeiras 72 horas são consideradas fundamentais para as operações de resgate, embora sobreviventes possam ser encontrados com vida mesmo após esse período. Em Pereira, uma padaria que desabou concentra parte dos esforços depois que equipamentos indicaram possíveis sinais de vida sob os escombros.
O terremoto é considerado o mais forte registrado na Colômbia neste século. Segundo dados oficiais, mais de 11 mil moradias foram destruídas, deixando milhares de famílias sem casa. Muitos moradores permanecem fora de imóveis danificados devido aos riscos e ao medo de novos tremores.
Ajuda chega às áreas atingidas
Enquanto os resgates continuam, voluntários e moradores também participam do atendimento às vítimas. Água, alimentos e outros suprimentos são distribuídos nas regiões afetadas, enquanto centros de doação de sangue recebem novos voluntários.
As cidades atingidas também começam a enfrentar o desafio de reconstruir moradias e recuperar as áreas destruídas pelo terremoto.