A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta quarta-feira (28 de maio) que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, acionando o Capítulo 11 da Lei de Falências americana. A medida visa reestruturar suas dívidas, que somam mais de R$ 11,28 bilhões, e garantir a continuidade das operações.

Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo
Impacto no mercado financeiro
- Ações da Azul caíram 40% antes da abertura do mercado nos EUA.
- Na bolsa brasileira, os papéis registraram queda de aproximadamente 6%, sendo colocados em leilão para conter oscilações abruptas.
- No acumulado do ano, as ações da companhia já despencaram 70%, refletindo a crise financeira.
Objetivos da recuperação judicial
A Azul informou que o processo de Chapter 11 permitirá à empresa operar normalmente enquanto ajusta sua estrutura financeira. O plano inclui:
- US$ 1,6 bilhão em financiamento para manter as operações.
- Eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas.
- US$ 950 milhões em novos aportes de capital na saída do processo.
Apoio de parceiros estratégicos
A companhia destacou que a medida conta com o suporte de detentores de títulos, sua maior arrendadora AerCap, e das parceiras United Airlines e American Airlines, que devem investir até US$ 300 milhões na Azul.
Causas da crise e perspectivas
O CEO da Azul, John Rodgerson, atribuiu as dificuldades financeiras à pandemia de Covid-19, às turbulências macroeconômicas e aos problemas na cadeia de suprimentos da aviação.
Até então, a Azul era a única companhia aérea brasileira que não havia recorrido ao Chapter 11 para reestruturar suas finanças. A Gol acionou o mesmo mecanismo em janeiro de 2025.
Com informação do G1.