A floresta encantada da Austrália que brilha no escuro: espetáculo natural fascina e exige cuidados

Na região de Illawarra, no litoral do Estado de Nova Gales do Sul, Austrália, a natureza oferece um espetáculo noturno incomum: florestas e praias que literalmente brilham no escuro, graças à presença de organismos bioluminescentes como fungos, larvas e plânctons.

Foto: David Finlay

Com baixa poluição luminosa, alta umidade e vegetação preservada, o local é o cenário ideal para o surgimento de centelhas-do-mar (um tipo de plâncton que colore a água de azul elétrico), fungos-fantasmas (cogumelos que brilham em verde) e os chamados “vermes brilhantes”, larvas do mosquito-dos-fungos que produzem uma luz azulada intensa. Esses seres formam teias luminosas para atrair presas e criam uma atmosfera mágica, como se fossem luzes de Natal espalhadas pela mata.

O fotógrafo amador David Finlay, que vive na cidade de Kiama, conduz passeios noturnos para turistas em busca desses fenômenos. Ele alerta que os brilhos naturais são extremamente frágeis e sensíveis à presença humana. Luzes fortes, toques ou mesmo a respiração muito próxima podem prejudicar o comportamento das criaturas. Finlay mantém o sigilo sobre os pontos mais delicados da floresta para evitar a superlotação e os danos ambientais.

A observação dos brilhos varia com as estações. Os “vermes brilhantes” podem ser vistos o ano todo, mas os vaga-lumes aparecem apenas entre novembro e fevereiro. Já os fungos-fantasmas surgem principalmente no outono, entre março e maio. A baía de Jervis e a capital da Tasmânia, Hobart, estão entre os melhores pontos para ver a bioluminescência marinha.

O fenômeno tem atraído milhares de turistas, impulsionados pelo apelo visual e pelo compartilhamento nas redes sociais. Mas, para que essa beleza continue encantando no escuro, é fundamental adotar práticas responsáveis, como evitar o uso de lanternas comuns, não tocar nos insetos e manter o silêncio nas trilhas.

Como resume Finlay, caçar brilhos na escuridão é uma forma de se reconectar com a natureza. Mas esse encantamento exige respeito. Afinal, basta uma lanterna ou um pisão em falso para apagar o que levou milhões de anos para evoluir.

Com informações do G1.

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