BR-324 tem segunda faixa liberada após uma semana de interdição, mas segue sem previsão de recuperação total

DNIT amplia circulação no km 604, em Simões Filho, enquanto equipes técnicas continuam investigando as causas e a extensão dos danos na rodovia

Uma semana após o primeiro afundamento registrado no km 604 da BR-324, em Simões Filho, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) liberou, nesta segunda-feira (13), mais uma faixa de rolamento em cada sentido da rodovia. Com a medida, o trecho passou a operar com duas faixas tanto em direção a Salvador quanto no sentido Feira de Santana. Apesar do avanço, ainda não há previsão para a liberação total da via.

No início do dia, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que apenas as faixas da direita estavam liberadas nos dois sentidos. Já durante a tarde, o DNIT confirmou a ampliação da circulação, mas ressaltou que os trabalhos de investigação e avaliação técnica continuam para definir a solução definitiva do problema.

“Neste momento, as equipes da autarquia permanecem executando os serviços de investigação e avaliação técnica da área, etapa fundamental para embasar o planejamento e o início das obras”, informou o órgão.

Embora o fluxo de veículos tenha melhorado, o DNIT ainda não divulgou quando serão concluídos os estudos técnicos, nem estabeleceu um cronograma para o início das obras de recuperação ou para a normalização completa do trecho.

Foto: PRF/Divulgação

Avaliações técnicas continuam

No domingo (12), uma equipe da Universidade Federal da Bahia (UFBA) esteve no local para realizar análises da área afetada. Nesta segunda-feira, técnicos do DNIT retornaram ao trecho para novas avaliações que irão subsidiar a definição da solução de engenharia.

Entre os pontos que ainda estão sendo investigados estão a profundidade da erosão, a extensão da área comprometida, a possível existência de vazios sob outros segmentos da pista e o risco de novos afundamentos.

No primeiro diagnóstico divulgado, o DNIT atribuiu o problema a uma falha estrutural em um bueiro antigo localizado sob o aterro da rodovia. Segundo o órgão, o comprometimento da estrutura provocou a fuga do material que sustentava o pavimento, causando trincas, perda de estabilidade e o afundamento da pista.

O problema foi identificado na terça-feira (7), quando surgiram as primeiras fissuras e o afundamento no km 604. Após uma intervenção emergencial, parte da pista chegou a ser liberada, mas voltou a ceder menos de 24 horas depois, na quinta-feira (9), provocando uma nova interdição e um congestionamento de cerca de seis quilômetros no sentido Feira de Santana.

Desde então, o trecho permanece sob monitoramento, com liberações graduais do tráfego. A PRF informou que os serviços apresentaram “evolução significativa”, mas reforçou que ainda não há previsão para a reabertura total da rodovia.

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