O Exército prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em um dos núcleos investigados por tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. O grupo, identificado como “núcleo 4”, é apontado por atuar na disseminação de desinformação com o objetivo de contestar o resultado eleitoral e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Reginaldo Abreu e o tenente-coronel Guilherme Almeida. Denicoli cumpre pena em Vila Velha, enquanto os outros dois permanecem sob custódia em Brasília. As penas aplicadas variam entre 13 anos e seis meses e 17 anos de prisão.

As condenações foram definidas pela Primeira Turma do STF, que julgou ao todo sete integrantes do grupo. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados integravam o núcleo responsável pela estratégia de desinformação da organização. O relator do caso, Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, formando maioria. O ministro Luiz Fux abriu divergência e votou pela absolvição.
De acordo com a acusação, os condenados participaram da criação e disseminação de conteúdos falsos contra o sistema eleitoral, além de promover ataques virtuais a instituições e autoridades. As ações também incluíam tentativas de pressionar comandantes das Forças Armadas a aderirem a um plano de golpe.
Durante o julgamento, os três militares negaram envolvimento em qualquer articulação golpista.