O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar repercussão ao sugerir a possibilidade de transformar a Venezuela no “51º estado” norte-americano. As declarações foram feitas nas redes sociais durante o Mundial de Beisebol, vencido pela seleção venezuelana após derrotar os EUA na final.
A primeira manifestação ocorreu após a vitória da Venezuela sobre a Itália na semifinal. Na ocasião, Trump elogiou o desempenho da equipe e publicou: “Estado nº 51, alguém?”. Após a conquista do título, voltou a comentar o tema, resumindo-se à expressão “status de estado”.

As falas acontecem em meio a um cenário de tensão entre os dois países. Meses antes, os Estados Unidos realizaram uma operação militar que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro, alterando o quadro político venezuelano. Desde então, o país é liderado interinamente por Delcy Rodríguez e enfrenta pressão do governo norte-americano.
A Venezuela não é o único território citado por Trump em declarações semelhantes. O presidente já mencionou a possibilidade de incorporar a Groenlândia, considerada estratégica para interesses militares e de segurança dos EUA. A proposta gerou reações da Dinamarca e de aliados da OTAN, que reforçaram sua presença na região.
Além disso, Trump também sugeriu a anexação do Canadá, afirmando que o país poderia se beneficiar economicamente ao se tornar um estado norte-americano ideia prontamente rejeitada por autoridades canadenses.
Outro país citado foi Cuba. Em declaração recente, Trump afirmou que seria uma “honra” assumir o controle da ilha, em meio à crise energética e às negociações em curso com o governo local.
As declarações reforçam uma retórica expansionista recorrente do presidente, embora, em muitos casos, sejam interpretadas como provocativas ou sem efeitos práticos imediatos.