Partido Novo aciona Conselho de Ética contra Erika Hilton após embate com apresentador Ratinho

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) passou a ser alvo de uma representação apresentada pelo partido Novo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O pedido foi protocolado após um episódio envolvendo o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, do SBT.

Foto: Reprodução

O documento, assinado pelo presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, solicita a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar. Na representação encaminhada à Mesa Diretora da Câmara neste sábado (14), o partido acusa a deputada de perseguir pessoas que exercem o direito à liberdade de expressão ao comentar temas relacionados à distinção entre sexo biológico e identidade de gênero.Foto

A polêmica começou após declarações feitas por Ratinho durante seu programa no SBT. Na ocasião, o apresentador criticou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, cargo que ela assumiu nesta semana, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar a função.

Durante o comentário, Ratinho afirmou que a deputada “não era mulher, era trans” e disse que o posto deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. Em outro momento, declarou que “para ser mulher tem que ter útero”.

Após as falas, Erika Hilton solicitou ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo a abertura de investigação contra o apresentador por suposta transfobia. No pedido, a parlamentar afirma que Ratinho utilizou sua identidade de gênero como elemento central para desqualificar sua atuação política.

Posteriormente, o apresentador se manifestou nas redes sociais e afirmou que críticas de natureza política não configuram preconceito.

Na representação, o partido Novo também cita outras ações judiciais movidas pela deputada contra ativistas e sustenta que ela estaria utilizando o mandato para levar disputas políticas ao campo jurídico.

Segundo o documento, o objetivo da denúncia não é questionar o direito de manifestação da parlamentar, mas avaliar se houve uso indevido do cargo para “intimidar opositores, silenciar dissidentes e restringir o direito constitucional à liberdade de expressão e à pluralidade de ideias”.

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