As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta segunda-feira (9) o início de uma série de ataques em larga escala contra alvos ligados ao governo do Irã. Segundo o comando militar israelense, as operações atingiram a capital Teerã, a cidade de Esfahan e regiões do sul do país. Bombardeios também foram registrados em instalações financeiras associadas ao Hezbollah em Beirute, no Líbano.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que não pretende iniciar qualquer negociação enquanto os ataques continuarem. De acordo com o porta-voz Esmaeil Baghaei, o país está concentrado em preparar uma “resposta decisiva” diante da ofensiva israelense.
Na madrugada de domingo (8), Israel já havia intensificado os ataques no Líbano, ampliando o cenário de conflito na região. Dados do Ministério da Saúde libanês apontam que cerca de 394 pessoas morreram desde o início da escalada, entre elas 83 crianças e 42 mulheres.
Entre os episódios mais recentes, um ataque com drone atingiu o centro de Beirute, tendo como alvo supostos comandantes da Força Quds ligados ao Irã. Outras ofensivas registradas em diferentes áreas da capital libanesa deixaram ao menos 12 mortos.
Um dos bombardeios também atingiu o hotel Ramada, localizado no bairro de Raouche, na região litorânea de Beirute. O governo israelense afirma que aproximadamente 200 integrantes do Hezbollah foram mortos nas operações.
A escalada do conflito ocorre enquanto a região abriga parte dos mais de 450 mil deslocados que deixaram o sul do Líbano e bairros periféricos da capital para fugir dos confrontos. Especialistas alertam que a intensificação das ofensivas pode elevar ainda mais a tensão no Oriente Médio e comprometer possíveis negociações diplomáticas na região.